Dra. Vera fala sobre prevenção de doenças respiratórias no inverno
Dra. Vera dá entrevista para Jornal da TV Cultura e
As doenças alérgicas surgem quando o sistema imunológico reage de
Rua Agostinho Rodrigues Filho, 550 - Vila Clementino, São Paulo – SP CEP: 04026-040

A rinite infantil é uma das causas mais frequentes de sintomas respiratórios persistentes na infância e uma das mais subestimadas. Quando uma criança apresenta nariz entupido, coriza e espirros de forma recorrente, é comum interpretar como resfriados seguidos.
No início, essa leitura faz sentido. Mas, quando os sintomas se repetem com intervalos curtos de melhora, o cenário costuma ser outro. O que parece uma sequência de infecções, muitas vezes, é um quadro contínuo que não chegou a se resolver completamente.
A rinite infantil funciona assim: como um processo inflamatório que se mantém ativo ao longo do tempo. Por isso, o olhar precisa ir além do episódio.
A rinite é uma inflamação da mucosa nasal. Na prática, o nariz da criança passa a reagir de forma mais sensível a determinados estímulos, levando a obstrução, secreção e espirros.
Na infância, a forma mais comum é a rinite alérgica, mas também existem quadros não alérgicos, desencadeados por mudanças de temperatura, poluição ou cheiros fortes.
Diferente de infecções virais, não costuma ser pontual e tende a se repetir ao longo do tempo.
O que mantém a rinite infantil ativa
Para entender por que os sintomas persistem, é importante pensar na exposição contínua aos estímulos.
Com a mucosa inflamada, o nariz passa a reagir de forma exagerada a fatores do ambiente como poeira, ácaros, mudanças de temperatura e cheiros.
Quando esse contato se mantém, a inflamação também se mantém. Os sintomas não desaparecem completamente, apenas variam de intensidade.
Por que esse quadro é tão confundido com um simples resfriado
A confusão acontece porque os sintomas são muito parecidos: coriza, espirros e nariz entupido. Além disso, a rinite pode aparecer após um resfriado, reforçando a ideia de que é tudo a mesma coisa.
A diferença está na evolução. Infecções virais seguem um ciclo definido, com melhora progressiva. Já na rinite, os sintomas diminuem, mas não somem totalmente, e acabam voltando depois.
Isso dá a sensação de um novo resfriado, quando o quadro anterior nunca foi completamente resolvido.

Como reconhecer quando existe um padrão (e não episódios isolados)
O diagnóstico não depende de um sintoma sozinho, mas da repetição ao longo do tempo. Alguns sinais ajudam a identificar isso:
Outro ponto importante é o impacto na rotina.
Crianças com rinite podem dormir pior, respirar mais pela boca e apresentar cansaço ao longo do dia. Quando isso acontece, o quadro já vai além de um desconforto pontual e acaba afetando a qualidade de vida da criança e da família.
Como a predisposição e o ambiente influenciam a rinite infantil
A rinite infantil não depende de um único fator. Muitas crianças têm uma predisposição, especialmente quando há histórico familiar de alergias. Isso faz com que o organismo reaja com mais facilidade.
Mas o ambiente é decisivo. Poeira, ácaros, mofo e pouca ventilação mantêm a exposição constante e, com isso, a inflamação ativa.
Por isso, o contexto em que a criança vive faz diferença direta na intensidade dos sintomas.
O controle não depende de uma única medida, mas de alguns cuidados mantidos de forma regular. O ambiente é um dos principais pontos. Reduzir poeira, evitar acúmulo de tecidos, melhorar a ventilação e cuidar da umidade ajudam a diminuir os estímulos.
A lavagem nasal com soro fisiológico constantemente auxilia na remoção de secreções e partículas irritantes, além de melhorar a respiração.

Se as medidas iniciais não resolvem ou o quadro deixa de ser pontual, entender os gatilhos e o contexto da criança passa a ser importante.
A avaliação médica, nesse cenário, ajuda a esclarecer o que está acontecendo e a direcionar melhor a condução do caso.
Se esses sinais fazem sentido para a realidade do seu filho, vale buscar uma avaliação para entender melhor o que está por trás dos sintomas e definir a melhor forma de conduzir o cuidado.
Dra. Vera Rullo
Pediatra Alergista e Imunologista

A rinite infantil é uma das causas mais frequentes de sintomas respiratórios persistentes na infância e uma das mais subestimadas. Quando uma criança apresenta nariz entupido, coriza e espirros de forma recorrente, é comum interpretar como resfriados seguidos.
No início, essa leitura faz sentido. Mas, quando os sintomas se repetem com intervalos curtos de melhora, o cenário costuma ser outro. O que parece uma sequência de infecções, muitas vezes, é um quadro contínuo que não chegou a se resolver completamente.
A rinite infantil funciona assim: como um processo inflamatório que se mantém ativo ao longo do tempo. Por isso, o olhar precisa ir além do episódio.
A rinite é uma inflamação da mucosa nasal. Na prática, o nariz da criança passa a reagir de forma mais sensível a determinados estímulos, levando a obstrução, secreção e espirros.
Na infância, a forma mais comum é a rinite alérgica, mas também existem quadros não alérgicos, desencadeados por mudanças de temperatura, poluição ou cheiros fortes.
Diferente de infecções virais, não costuma ser pontual e tende a se repetir ao longo do tempo.
O que mantém a rinite infantil ativa
Para entender por que os sintomas persistem, é importante pensar na exposição contínua aos estímulos.
Com a mucosa inflamada, o nariz passa a reagir de forma exagerada a fatores do ambiente como poeira, ácaros, mudanças de temperatura e cheiros.
Quando esse contato se mantém, a inflamação também se mantém. Os sintomas não desaparecem completamente, apenas variam de intensidade.
Por que esse quadro é tão confundido com um simples resfriado
A confusão acontece porque os sintomas são muito parecidos: coriza, espirros e nariz entupido. Além disso, a rinite pode aparecer após um resfriado, reforçando a ideia de que é tudo a mesma coisa.
A diferença está na evolução. Infecções virais seguem um ciclo definido, com melhora progressiva. Já na rinite, os sintomas diminuem, mas não somem totalmente, e acabam voltando depois.
Isso dá a sensação de um novo resfriado, quando o quadro anterior nunca foi completamente resolvido.

Como reconhecer quando existe um padrão (e não episódios isolados)
O diagnóstico não depende de um sintoma sozinho, mas da repetição ao longo do tempo. Alguns sinais ajudam a identificar isso:
Outro ponto importante é o impacto na rotina.
Crianças com rinite podem dormir pior, respirar mais pela boca e apresentar cansaço ao longo do dia. Quando isso acontece, o quadro já vai além de um desconforto pontual e acaba afetando a qualidade de vida da criança e da família.
Como a predisposição e o ambiente influenciam a rinite infantil
A rinite infantil não depende de um único fator. Muitas crianças têm uma predisposição, especialmente quando há histórico familiar de alergias. Isso faz com que o organismo reaja com mais facilidade.
Mas o ambiente é decisivo. Poeira, ácaros, mofo e pouca ventilação mantêm a exposição constante e, com isso, a inflamação ativa.
Por isso, o contexto em que a criança vive faz diferença direta na intensidade dos sintomas.
O controle não depende de uma única medida, mas de alguns cuidados mantidos de forma regular. O ambiente é um dos principais pontos. Reduzir poeira, evitar acúmulo de tecidos, melhorar a ventilação e cuidar da umidade ajudam a diminuir os estímulos.
A lavagem nasal com soro fisiológico constantemente auxilia na remoção de secreções e partículas irritantes, além de melhorar a respiração.

Se as medidas iniciais não resolvem ou o quadro deixa de ser pontual, entender os gatilhos e o contexto da criança passa a ser importante.
A avaliação médica, nesse cenário, ajuda a esclarecer o que está acontecendo e a direcionar melhor a condução do caso.
Se esses sinais fazem sentido para a realidade do seu filho, vale buscar uma avaliação para entender melhor o que está por trás dos sintomas e definir a melhor forma de conduzir o cuidado.
Dra. Vera Rullo
Pediatra Alergista e Imunologista
Dra. Vera fala sobre prevenção de doenças respiratórias no inverno
Dra. Vera dá entrevista para Jornal da TV Cultura e
As doenças alérgicas surgem quando o sistema imunológico reage de
Rua Agostinho Rodrigues Filho, 550 - Vila Clementino, São Paulo – SP CEP: 04026-040
Entrevista Rádio Aparecida, a Dra. Vera Rullo sobre o aumento das internações por doenças